Split é um tesouro a ser explorado sem pressa

A impressão que Split, uma das mais belas cidades croatas às margens do mar Adriático, causa em seus visitantes, depende de por onde eles chegam, se por mar ou por terra. Seja qual for o caminho, no entanto, a cidade é um tesouro a ser descoberto aos poucos. E podemos garantir que as surpresas parecem não ter fim.

Para quem chega pela costa, a visão é de uma cidade moderna, pulsante e, como não poderia deixar de ser, um paraíso à beira mar. O Riva, calçadão com suas palmeiras altas, repleta de bares, restaurantes e sorveterias, convida ao ócio. Tirar umas horas para ficar ali apreciando os barcos que passam, saboreando as deliciosas cervejas croatas e guloseimas é tentador. Mas Split é muito mais que isto.

Para quem chega por terra, como foi o nosso caso, a ideia é outra e tão rica de história e monumentos, com suas vielas, becos e portinhas a serem exploradas, que apenas bem depois tivemos curiosidade de sair das muralhas da Cidade Velha ou Palácio de Diocleciano, onde ficava também o nosso hotel, para conhecer a “outra” Split.

O Palácio de Diocleciano foi erguido no ano 300 pelo imperador romano Diocleciano, que abdicou voluntariamente em 305 e queria passar ali seus últimos anos de vida. É considerado um dos edifícios mais bem conservados daquele período. Quando Diocleciano morreu, seu corpo foi depositado em um sarcófago, dentro do mausoléu ali construído também por sua ordem. Lá pelo século VI, o palácio caiu em desuso, até que suas muralhas com 2m de largura, em torno de um enorme complexo retangular, começassem a abrigar refugiados das invasões eslavas em cidades das redondezas, tornando-se, ele próprio, uma cidade.

Com quatro portas de entrada (Ouro, Prata, Ferro e Bronze), a Cidade Velha abriga uma grande quantidade de modernas lojas, restaurantes e bares que convivem harmoniosamente com o antigo. Perder-se pelas suas ruas estreitas de pedra, tanto de dia como à noite, descobrindo cada canto, cada monumento, com iluminação muitíssimo bem planejada para valorizar os detalhes, ou sentar-se em um dos degraus do Peristilo, pátio central do Palácio, cercado por várias colunas de granito e mármore, para assistir a apresentações de canto e dança, é um imenso prazer.

No hotel em que nos hospedamos, um dos poucos que ficam dentro do Palácio de Diocleciano, algumas paredes não têm revestimento, deixando a parede original à mostra, protegida por vidro, como a do quarto em que ficamos.

Na despedida de Split …

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