Santuário do Caraça – MG

img01Considerado umas das sete maravilhas da Estrada Real, o Complexo do Caraça, cercado de matas e montanhas, é uma parada imperdível para quem, além de história e cultura, curte a natureza. A visão que se tem do Santuário, a uma certa distância, já é de tirar o fôlego. Ao chegar, a impressão se confirma: o lugar é mágico!

img02As atividades do, então, célebre colégio tiveram fim em 1968, quando várias de suas dependências foram atingidas por um incêndio que pôs fim a um ciclo que durou 148 anos. Após o incêndio, o Santuário do Caraça passou por mudança de objetivo e passou a se definir como “Centro de Peregrinação, Cultura e Turismo”.

img03O Complexo do Caraça ocupa quase 13 mil hectares de terra, sendo que, destes, 10,2 mil hectares são área de conservação ambiental, sendo, por isso, considerado uma “Unidade de Conservação”, na categoria de Reserva Particular do Patrimônio Natural, reconhecida pelo IBAMA.
Os visitantes podem optar por passar o dia no complexo, conhecer o Santuário, o museu, o claustro, inteirar-se de seu projeto de educação ambiental, visitar suas trilhas e cachoeiras, mas nada se compara a se hospedar na Pousada do Caraça, que ocupa alguns dos dormitórios antigos que escaparam do incêndio, além de pavilhões construídos posteriormente com essa finalidade.

img04Hospedar-se na pousada é uma experiência única. As acomodações são simples, quase monásticas, mas vale a experiência. Nem o sino da igreja, que toca de hora em hora, consegue atrapalhar uma boa noite de sono. As refeições são servidas nos antigos refeitórios, com meses compridas, como as de colégios internos. A comida é simples e saborosa, bem caseira. O ponto alto é o café da manhã, que é servido em um refeitório mais característico da época e tem um fogão de lenha ao centro, com uma chapa onde o próprio hóspede faz a sua panqueca e frita seus ovos. E é bom acordar bem cedo para apreciar a natureza e sentir o friozinho da manhã…

img05Para os que vão ali para fazer peregrinação, às 18h, o padre Lauro, diretor do complexo, celebra uma missa, após a qual, os hóspedes podem ir para o refeitório jantar ou sentar no adro da igreja para receber a visita noturna mais inusitada e esperada. Diariamente, Pe. Lauro coloca no centro do adro uma bandeja com carnes e frutas para que um lobo-guará, já conhecido dos habitantes do Santuário, venha fazer sua ceia. O público que ali se posta, em silêncio, não inibe o animal que tem fama de ser “solitário”. De fato, ele só come se não tiver outro animal por perto. Até a fêmea, sua companheira, se quiser também apreciar a ceia, tem de esperar o macho se fartar e se retirar, para, então, vir matar sua fome. Interessante notar que ele, primeiramente devora as bananas, parecendo pouco ligar para as carnes. Só após, ele começa a comê-las, seguindo sua ordem de preferências, mas não chega a “limpar a bandeja”.

img06E, segundo os habitantes do Caraça, tudo começou em 1982, quando as lixeiras começaram a amanhecer reviradas e descobriu-se que quem fazia isto era o lobo-guará. A bandeja que, a princípio, era servida apenas para ele, foi ganhando outros adeptos. O que sobra é devorado por cachorros do mato, gatos-mouriscos, jaratataca e até por antas. E, ao amanhecer, por jacus, gaviões, carcarás e por outras espécies de pássaros menores que vão ali se aproveitar do que restar.

Um apanhado das atrações do Complexo do Caraça:

img07. Núcleo Histórico que compreende a Igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens, neogótica e muito bonita; claustro, catacumbas, museu, biblioteca, jardim, calvário e capelinha.

. Trilhas de pequena, média e longa distâncias, que incluem bosque, cascatas, grutas e cachoeiras e, aos mais dispostos, picos, sendo os mais altos, o Inficionado, com 2.068m, e o Pico do Sol, com 2.072m.

. A hora do lobo – já considerada uma das atrações do local, às 19h30 é colocada a bandeja com os quitutes. Vale alertar que o lobo não tem hora para aparecer, portanto, a espera pode ser longa ou não, às vezes, ele só aparece ao amanhecer. Quando lá estivemos, ele chegou ao adro antes de nós, talvez estivesse com muita fome… Apesar da política de “boa vizinhança”, os administradores do Caraça recomendam aos hóspedes que evitem andar pelo pátio e escadaria em frente ao Santuário, após as 19h, pois o lobo é um animal arisco e medroso. Recomendam também que os espectadores da cena só comecem a fotografar ou filmar o lobo quando perceberem que ele já está confiante quanto ao ambiente.

Ao chegar ao Complexo do Caraça, o visitante recebe um folheto com as normas de visitação que, lógico, alertam para a preservação e o respeito ao patrimônio. Aos que vão apenas passar o dia, a permanência é permitida até as 17h.

Informações úteis:

O Santuário do Caraça fica nos municípios mineiros de Catas Altas e Santa Bárbara, a 122km de Belo Horizonte e a 377km de Diamantina

Telefone: 55 31 3837-2698

www.santuariodocaraca.com.br

pousadadocaraca@gmail.com

por-conso

 

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