A Estrada Real

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Tiradentes 

A descoberta do ouro, em 1702, no local denominado “Ponta do Morro” atraiu muita gente interessada na sua exploração. Ali, foi erguida uma capela e formado um arraial que ficou conhecido como Santo Antônio da Ponta do Ouro, a futura Tiradentes. Esta foi umas das cidades que mais tiveram ouro de superfície no Brasil.
Tiradentes é, hoje, tombada pelo IPHAN e é considerada um dos pólos turísticos mais importantes do país.

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Ouro Preto

A origem da cidade é de 1698, quando foi fundado o arraial do Padre Faria. Em 1711 foi elevado a Vila, com o nome de Vila Rica. Em 1720 foi escolhida para ser a capital da capitania de Minas Gerais. Com a declaração da independência do Brasil, passou a se chamar Imperial Cidade de Ouro Preto.

Nenhum outro município brasileiro acumulou tantos fatos históricos importantes. Vale uma visita aos seus monumetos, dando um mergulho na história nacional, e às suas igrejas barrocas. Difícil dizer qual é mais bonita…

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Mariana

Integrante do circuito do ouro, Mariana é considerada o berço da civilização mineira. Foi a primeira vila, a primeira cidade e a primeira capital do estado, além de ter sido a primeira sede do bispado de Minas Gerais.

A cidade preserva grande parte do patrimônio histórico-cultural de Minas. Sua Catedral da Sé, datada de 1703, possui fachada em estilo arcaico e lavabo da sacristia, risco do pórtico e tapavento de entrada atribuídos a Aleijadinho. Abriga o mais importante órgão fora da Europa. Fabricado na Alemanha pela família Arp-Schnitger, por volta de 1700, foi doado ao primeiro bispo da cidade por D. João V.

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Caraça

Considerado uma das sete maravilhas da Estrada Real, o Caraça, como é comumente chamado, é uma parada imperdível para quem, além de ter interesse na história, gosta de curtir a natureza.

Pertencente a uma congregação religiosa, o Santuário, datado de 1774, desenvolve um interessante trabalho de preservação ambiental. De sua área total, 12,4 mil hectares, 10,1 mil hectares são reservados para área de conservação. Mantém em sua sede, onde funcionava um antigo colégio, fundado em 1820, uma pousada bem despojada, mas extremamente agradável.

Habitualmente, por volta de 19h30, os hóspedes recebem uma visita das mais inusitadas, um lobo guará, que vem comer carnes e frutas colocadas religiosamente no pátio da igreja pelo Pe. Júlio, administrador do complexo.

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Rumo a Serro

No percurso de Caraça a Serro há várias pequenas cidades, povoados ou vilas setecentistas que valem uma parada ainda que rápida. São localidades que foram se formando em decorrência da descoberta de grandes jazidas de ouro, o que atraía exploradores vindos de diversas regiões e que acabavam formando povoados.

Todas têm alguma atração da época, principalmente, igrejas e casarões. Uma ou outra parece estar parada no Século XVIII. Não raramente, as igrejas trazem obras e projetos de Aleijadinho e pinturas do Mestre Ataíde.

Destacamos duas:

Santa Bárbara preserva diversas capelas, igrejas e casas que merecem ser vistas. A Igreja Matriz de Santo Antônio, que começou a ser construída por volta de 1724, tem estilo barroco colonial, com teto da capela-mor considerado uma das obras-primas de Mestre Ataíde.

santa-barbaraBom Jesus do Amparo recebeu este nome em homenagem a uma imgaem do Senhor do Bom Jesus, adquirida em Amparo, Portugal, por seu primeiro morador, coronel João da Motta Ribeiro, no século 18. Sua Igreja Matriz foi construída em 1841 e abriga a única imagem de que se tem notícia no Brasil de Jesus aos 12 anos de idade.

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Serro

O conjunto arquitetônico da antiga Vila do Príncipe do Serro Frio, hoje, simplesmente Serro, uma das quatro primeiras comarcas da Capitania das Minas, é uma verdadeira joia do barroco colonial mineiro. Conserva as características das vilas setecentistas mineiras, embora esteja merecendo um cuidado maior, já que igrejas necessitam de reparos urgentes e casarões estão se perdendo.

Em 1702, uma bandeira descobriu as minas de ouro de Ivituruí, que em língua indígena significa Serro Frio. Um grande número de aventureiros foi atraído pelo ouro que brotáva fácil nas cabeceiras do rio Jequitinhonha e seus afluentes.

Serro foi o primerio município brasileiro a ter seu conjunto arquitetônico e urbanístico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em abril de 1938.

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Diamantina

A sétima parada do nosso roteiro está sendo uma agradável surpresa. Diamanina é uma das mais bonitas cidades históricas mineiras. Seu conjunto arquitetônico, melhor preservado que o de Serro, foi tombado logo após aquele, também no ano de 1938. Em 1999 recebeu da Unesco o título de Patrimônio Cultural Mundial.

A cidade de Chica da Silva e, bem depois, do ex-presidente Juscelino Kubistchek, nasceu com a descoberta e exploração do ouro no vale do córrego do Tejuco, em 1713. Mas foi em 1722, com a descoberta de diamantes em abundância, que o Arraial do Tejuco passou por uma grande transformação, ganhando uma feição de esplendor e luxo. Seu casario, formado predominantemente por sobrados, com poucas casas térreas, possui uma estética sóbria, simples, mas refinada, em comparação com o das demais cidades coloniais mineiras.

Preserva até hoje a atradição das festas religiosas e o cultivo da música. Suas serestas e vesperatas atraem muitos turistas, o que torna recomendável reservar com antecedência a hospedagem em seus hotéis e pousadas, caso a viagem coincida com um de seus famosos eventos.

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Em Diamantina, o Rodinhas nos Pés encerra o roteiro pela Estrada Real.

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  1. Cleuza
    26/09/2015 at 10:00

    De carona…l aguardando novas postagens! Desejo a viagem continue muito bem!

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